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Sugestão
PARA MELHORAR O
CONVÍVIO NA ESCOLA
1 – No início do semestre,
durante uma quinzena, destinar os primeiros 5 minutos da primeira
aula de cada turno, para os alunos elaborarem idéias, ações e/ou
regras de conduta que possam melhorar o convívio entre todos
(alunos, professores, funcionários, etc.)
Esse pequeno tempo, de
apenas cinco minutos, será mais como um momento de envolvimento e
motivação para eles pensarem e trocarem idéias entre si, em outros
momentos. Dessa forma, a elaboração da campanha permanecerá ativa
além do tempo em que estiver sendo discutida na sala de aula,
gerando mais memória sobre a mesma.
2 – Ao término da quinzena,
as sugestões elaboradas pelos alunos são analisadas pela direção da
escola e/ou pelos professores, que escolhem aquelas que devem compor
um mural – manual de conduta para toda a comunidade escolar – a ser
inaugurado com a presença de todos. Seria muito importante que as
famílias dos alunos também estivessem presentes. A escola, se
possível, deve imprimir um folheto com esse manual, a ser
distribuído para todos.
Todos devem ser incentivados
a aderir à campanha e também a atuar como incentivadores e
observadores de resultados da mesma.
OBS: É importante guardar os
registros das sugestões que vão compor o mural/manual, com o fito de
premiação para as turmas que as elaboraram. No item 4 apresentamos a
confecção de um vídeo, como sugestão de premio.
3 – No final do semestre a
escola escolhe uma quinzena mais adequada para acontecer uma
avaliação dos resultados da campanha, que pode ser feita por toda a
comunidade escolar, ou a critério da direção da escola.
4 - Uma forma de premiação
muito interessante para as turmas cujas sugestões/idéias formarem o
mural é a confecção, por eles próprios, de um vídeo sobre a
campanha, enfatizando as idéias ganhadoras, com depoimentos sobre os
resultados obtidos, podendo também os participantes fazer (nesse
vídeo) apresentações artísticas.
Para a produção desse
material a escola pode colaborar proporcionando a logística
necessária.
O vídeo em questão poderá
ser exibido a todos os alunos, assim como, também, veiculado na
Internet (youtube, etc.).
Observe-se que uma premiação
como essa será muito atrativa para os alunos, e, além disso, deixará
a campanha sempre no foco das atenções.
Essa campanha poderá ser
sempre repetida, tornando-se parte das atividades escolares.
Esta é apenas uma idéia
básica que as escolas poderão adaptar à sua realidade,
enriquecendo-a.
Saara Nousiainen
caminhos2008@gmail.com

Pedagogia da presença
Construímos nossa
sociedade a partir da exploração, física e/ou psicológica do outro. E
alguns de nós assim agem com uma tranqüilidade (ou estupidez, ou uma
ignorância) incompreensível. Há, inclusive, quem exerça tais violências
em nome de Deus – como se Deus pudesse ser medido no sistema métrico
humano. Mas, tenho certeza, isto todos/as os/as senhores/as já sabem.
Preciso acrescentar,
entretanto, e ainda que rapidamente, outra dimensão – maior ainda – da
violência que homens e mulheres cometem contra homens e mulheres.
Bilhões de seres humanos, ainda no ventre materno, são condenados à
morte. Geralmente são africanos, são asiáticos, são latino-americanos –
são brasileiros. Há também norte-americanos e europeus, embora em menor
proporção.
Estas crianças, que
teimam em nascer, são filhos e filhas da classe trabalhadora – classe à
qual nós pertecemos, não podemos esquecer disto –, estão em nossas
escolas e dependem dela para driblar a pena de morte à qual estão, por
nascimento, condenadas. São os ‘matáveis’ que sentam nas carteiras das
escolas públicas (anti-anatômicas) e semeiam esperanças porque, desde
cedo, aprendem que precisam arar a terra se quiserem colher o pão. São
meninos e meninas de barriga vazia que se queimam em nossas salas de
aula (sem ventilação) aguardando a “hora da merenda”: grande parte das
vezes, a primeira ou única refeição do dia. E ainda há quem defenda a
broa e a bolacha com suco (?). São moças e rapazes humilhados nas filas
de ônibus, nos postos de saúde, na espera por um emprego, na condição de
pedinte, na marginalização a que também são submetidos.
Milhares de crianças
morrem de fome diariamente. Centenas de milhões dormem nas ruas. Outras
tantas são prostituídas porque precisam ludibriar o estômago. E há um
número astronômico de viciados: precisam esquecer a vida, precisam
inventar uma fantasia, ainda que estúpida, ainda que suicida.
Todas estas crianças,
todos estes jovens e estes adultos sentam-se nos bancos das escolas
públicas. Penso que a história de vida deles e delas, o desrespeito e
desumanização de que são vítimas representam conteúdos imprescindíveis
para a formação da cidadania. NINGUÉM CONSEGUE TRANSFORMAR A PRÓPRIA
HISTÓRIA SE NÃO A CONHECE. Este “conteúdo” parece ser um excelente ponto
de partida (e de chegada) para as propostas pedagógicas das nossas
escolas, para a elaboração de uma escola pública de qualidade social.
Evanilson Tavares de França
Aracaju-SE
etfrancapoti@yahoo.com.br
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MENINOS-BOLHAS
Uma juventude
sem ética
Gazeta do Povo -
Publicado em 30/03/2009
João
Malheiro
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Cada vez
mais, nos dias que correm, pais e educadores de jovens e
adolescentes se deparam com um problema muito sério nessa
passagem difícil da adolescência para a idade adulta: a grande
indiferença para o aprendizado moral e para a vivência ética das
virtudes.
De fato,
observa-se que são muitos os jovens que passam, como ensinava
Piaget, dessa fase da heteronomia moral - fase de viver o que
lhe mandam - para a fase da autonomia ética de forma bastante
indiferente e desinteressada, como se suas escolhas não
determinassem, em parte, sua felicidade e seu futuro. A resposta
para este fenômeno parece estar não só na desvalorização e/ou
incapacidade familiar e escolar para a educação ética/moral, mas
também no atraso dessa passagem que a própria família e a
sociedade de consumo estão provocando, mais ou menos
inconscientemente.
Infelizmente, como diz Tony Anatrella, renomado psicanalista
francês, uma das maiores contradições de nossa sociedade
ocidental consiste em fazer crescer a juventude muito
rapidamente, facilitando-lhe várias experiências precoces,
muitas delas nocivas, e, ao mesmo tempo, animá-la a permanecer
adolescente o maior tempo possível, com as facilidades de uma
vida cômoda e sem dificuldades. Aprofundemos no fenômeno.
Desde a
mais tenra idade, tanto os pais como as empresas de consumo, com
seus poderosos veículos de comunicação de massa, ambos com
intenções muitas vezes duvidosas e pouco éticas, procuram
satisfazer as crianças com todos os equipamentos de diversão e
comunicação, de forma que os "convençam" que ficarem em casa, no
seu quartinho, como numa autêntica "bolha protetora de
micróbios", é a forma de serem e viverem mais felizes e seguras,
depois da escola. Constroem para eles uma autêntica "bolha
material", onde há pouco espaço para o diálogo educativo e para
as amizades verdadeiras. Como aponta Tânia Zaguri, sentimentos
de culpa pela ausência e omissão dos pais, que têm que
trabalhar, são muitas vezes os motivadores para esses excessos.
Quando
chegam à idade de desenvolver mais suas capacidades e
habilidades intelectuais, as famílias as "entopem" de cursos e
esportes extraescolares, com a ilusão de que assim conseguirão
maior realização profissional futura. Entretanto, como com a
"bolha material" só conseguiram desenvolver uma ou duas amizades
reais - virtuais muitas! - as crianças, ao sair de casa para
esses inúmeros cursos, sentem dificuldade no relacionamento e
muita insegurança. Como solução, muitas são como que obrigadas a
transportar de forma inconsciente essa bolha material invisível
para se refugiar: celulares com os seus derivativos, mp4 player,
livros... Tendo dificuldade para se comunicar e descobrir um
"outro tu", reforçam a bolha material criando uma nova camada
que poderíamos chamar de "bolha psicológica", que as cegam para
qualquer interesse que não seja individual.
Por fim, se
tiveram a sorte de conseguir ingressar na vida universitária,
onde existe habitualmente uma explosão intelectual, um aumento
do conhecimento e uma liberdade falsamente ilimitada, os jovens
que não aprenderam o certo e errado, sentem necessidade de criar
uma ética própria para satisfazer suas inseguranças ou
justificar suas ações, muitas vezes erradas, que tranquilize
suas consciências. Criam uma terceira camada da bolha, chamada
"bolha filosófica". As tragédias nesta fase, que quase sempre
são de tentativa e erro, costumam ser frequentes e deixam marcas
para o resto da vida.
Esta
tríplice camada que envolve os "meninos-bolha" é a que produz
depois uma enorme força-resultante centrípeta egocêntrica que os
leva a realizar somente aquilo que alimenta um eu voraz de
prazer sem lógica e sem limites, gerando, consequentemente, um
subjetivismo irracional, uma ética sem fundamentos sólidos e, ao
final, um coração embolhado, isto é, vazio de amor: não
conseguem entender a linguagem do amor e da amizade verdadeiros.
Estes "meninos-bolhas" não conseguem, na prática, transcender e
valorizar a ética, porque ela só se busca quando se tem um porto
a chegar, um ideal de perfeição a se alcançar.
A forma de
se abrir para uma educação ética é esperar que a própria vida,
com suas vicissitudes e tragédias dolorosas, se encarregue de
furar a bolha, acordando-os para uma realidade que não conhecem.
Outra forma mais prazerosa e inteligente, é aquela em que um
amigo(a) os ajude não só a repensar a própria vida moral, mas
também a descobrir que é a própria dinâmica e vivência das
virtudes da temperança, fortaleza, justiça e prudência, nessa
ordem, que evitará que essas bolhas e camadas se formem.
João
Malheiro é doutor em Educação e integra o grupo de
Pesquisa de
Ética na Educação, da UFRJ.

A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS
FILHOS
Você costuma dizer "não" aos seus filhos?
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e
de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não
aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um
brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?
Por que não satisfazê-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que
provocar lágrimas?
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que
faze-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os
filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os
filhos e perante a sociedade em que vivemos.
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo
comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez
ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser.
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de
dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio
exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não
aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele
fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com
muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.
Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota,
qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é
possível e até normal?
Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e
derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o
reconhecimento realista de que, na vida às vezes
se ganha, e, em outras, se perde.
Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é
preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas
com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que
alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é
preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas
consumismo caprichoso.
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi
negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram
agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na
importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para
enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.
***
O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.
Todos temos responsabilidades no contexto da vida,
nas realizações humanas, nas
atividades sociais,
membros que somos da família
universal.
(Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação)

O
paradoxo do Nosso Tempo
Nós bebemos demais, fumamos demais,
gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos pouco, assistimos TV demais
e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos
anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar
a rua
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas
melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais
informação,
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos
menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno;
excesso de reuniões e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas
"mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.
Uma era que leva essa carta a você,
e uma era que te permite dividir essa reflexão ou
simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o)
e às pessoas que ama.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de
dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer,
mas amar tudo que você tem!!!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão
ao seu lado.
George Carlin
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